Impactos do conflito no Irã e da nova tributação sobre o trigo importado elevam riscos à competitividade da cadeia
A senadora Margareth Buzetti, autora da proposta original Fonte: Agência Senado

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) alertou para os efeitos da atual crise global sobre a cadeia do trigo no Brasil, que já enfrenta forte alta de custos e riscos de impacto nos preços da farinha e de derivados como pão, massas e biscoitos.

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Segundo a entidade, o agravamento das condições econômicas internacionais, impulsionado pelas consequências do conflito no Irã, vem elevando despesas em toda a cadeia de produção. A alta do petróleo impulsiona o preço do diesel e dos fretes, enquanto as cotações do trigo sobem no Brasil e no exterior. Somam-se a isso o encarecimento de insumos, embalagens e seguros internacionais, criando um cenário de forte pressão sobre a indústria moageira.

Além do contexto externo, o setor enfrenta fatores internos que agravam o cenário. A aplicação de alíquotas de PIS e COFINS sobre o trigo importado, com redução de benefícios fiscais, aumentou a carga tributária de produtos básicos, como a farinha de trigo. Essa mudança limita a capacidade da indústria de absorver custos e aumenta o risco de repasse parcial ao consumidor.

Medidas pra evitar o pior cenário

Mesmo diante desse quadro desafiador, a Abitrigo destaca que as empresas do setor têm buscado medidas de mitigação. Entre as ações estão a diversificação de origens de trigo e fornecedores, a otimização de estoques, o replanejamento logístico e o uso de instrumentos de gestão de risco de preços. A entidade também mantém diálogo constante com autoridades e formuladores de políticas públicas. Para também defender medidas que assegurem a competitividade do setor e a estabilidade do abastecimento.

“Nosso compromisso é garantir o fornecimento estável da farinha de trigo. Que é essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de instabilidade global”, afirmou o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

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